Quando a IA rouba a memória: por que seu videogame vai custar mais até 2030
Segurança

Quando a IA rouba a memória: por que seu videogame vai custar mais até 2030

22 de julho de 2026Márcio Petito2 min de leitura
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Segundo o Olhar Digital, a corrida global pela inteligência artificial está deixando um efeito colateral que talvez ninguém tenha previsto no seu planejamento doméstico: o preço dos consoles e dos PCs...

Márcio Petito

Márcio Petito

CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança

Segundo o Olhar Digital, a corrida global pela inteligência artificial está deixando um efeito colateral que talvez ninguém tenha previsto no seu planejamento doméstico: o preço dos consoles e dos PCs gamers pode subir e permanecer alto até 2030. O motivo é simples de entender, mas complexo de resolver. A demanda por chips de memória cresceu tanto por causa dos data centers voltados para IA que sobrou pouco para o resto do mercado.

Para quem acompanha tecnologia de perto, isso soa quase como uma ironia. A mesma tecnologia que promete revolucionar produtividade, atendimento e automação está, ao mesmo tempo, encarecendo o videogame que você queria comprar para o final de semana. Mas por trás dessa curiosidade existe uma lição importante sobre como o mercado de hardware funciona e como decisões de gigantes da tecnologia afetam desde o gamer casual até a pequena empresa que precisa renovar seus equipamentos.

Por que a IA está devorando a memória do mundo

A explicação está na natureza dos modelos de inteligência artificial. Treinar e rodar esses sistemas exige uma quantidade absurda de memória de alta velocidade, especialmente a chamada memória HBM, usada em placas aceleradoras dentro dos data centers. As fabricantes de chips, diante de uma demanda gigantesca e altamente lucrativa, redirecionaram boa parte da produção para atender esse setor.

O resultado é aquele velho jogo de oferta e procura. Quando a produção prioriza a memória para IA, sobra menos capacidade para fabricar os módulos usados em consoles, notebooks e computadores comuns. E quando a oferta cai enquanto a demanda continua firme, o preço sobe. É economia básica aplicada a um dos componentes mais estratégicos da indústria.

O relatório citado indica que essa pressão não é passageira. Estamos falando de um cenário que pode se estender por vários anos, já que construir novas fábricas de semicondutores não é algo que acontece do dia para a noite. Envolve investimento pesado, tempo e uma cadeia de suprimentos extremamente sensível.

O que isso significa para quem toma decisões de tecnologia

Aqui é onde a conversa deixa de ser só sobre videogame e passa a interessar diretamente a quem cuida de TI numa empresa. Se a memória está mais cara e escassa para consoles, o mesmo vale para servidores, workstations e todo tipo de equipamento corporativo. O cara de TI que planeja uma renovação de parque tecnológico precisa colocar isso na conta.

Alguns pontos merecem atenção nesse novo contexto:

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Fonte da Matéria

Segundo olhardigital

olhardigital.com.br
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