A IA fechou a porta de entrada: onde vão nascer os profissionais do futuro?
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A IA fechou a porta de entrada: onde vão nascer os profissionais do futuro?

22 de julho de 2026Márcio Petito2 min de leitura
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Segundo o Canaltech Software, existe uma ruptura silenciosa acontecendo no mercado de trabalho, e ela não está nas manchetes sobre demissões em massa. O verdadeiro impacto da inteligência artificial t...

Márcio Petito

Márcio Petito

CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança

Segundo o Canaltech Software, existe uma ruptura silenciosa acontecendo no mercado de trabalho, e ela não está nas manchetes sobre demissões em massa. O verdadeiro impacto da inteligência artificial talvez esteja em um lugar menos óbvio: na porta de entrada. Ou melhor, no fechamento dela para quem ainda tenta dar o primeiro passo na carreira.

O artigo, assinado por Daniel Pisano, traz um dado que merece atenção. O desemprego no Brasil encerrou o quarto trimestre de 2025 em quase 5%. Mas quando olhamos para os jovens de 18 a 24 anos, esse número salta para 11,4%. Ou seja, mais que o dobro. E a IA entra nessa história de um jeito que poucos estão discutindo com a seriedade necessária.

A lógica é simples e, ao mesmo tempo, cruel. Historicamente, o profissional iniciante começava fazendo as tarefas mais básicas. Aquele trabalho repetitivo, operacional, que ninguém adorava, mas que servia como escola. Era ali, errando e acertando, que o estagiário virava analista júnior, que depois virava pleno, que depois virava sênior. Essa escada tinha degraus bem definidos.

O problema não é a produtividade, é a formação

Aqui mora o ponto mais interessante da análise. A IA hoje aumenta muito a produtividade de quem já tem experiência. Um profissional sênior, com repertório e senso crítico, usa ferramentas de inteligência artificial e multiplica sua entrega. Ele sabe pedir, sabe validar, sabe identificar quando a resposta da máquina está errada.

O iniciante não tem esse repertório ainda. E o pior: as tarefas que antes serviam para ele desenvolver esse repertório são justamente as que a IA está absorvendo primeiro. Redigir um texto simples, montar uma planilha básica, fazer uma triagem de dados, escrever um trecho de código elementar. Tudo isso a máquina faz em segundos.

Então chegamos a um paradoxo perverso. A empresa precisa de profissionais experientes, mas está eliminando os degraus que formavam esses profissionais. É como se quiséssemos colher frutas sem plantar as árvores. Funciona por um tempo, com quem já está formado. Depois, a conta chega.

O que isso significa para a sua empresa

Para quem é dono, sócio ou diretor de uma empresa pequena ou média, essa discussão vai muito além da responsabilidade social. É estratégia pura. Se você para de contratar e formar talentos iniciantes, daqui a alguns anos vai disputar profissionais experientes em um mercado

Fonte da Matéria

Segundo Canaltech Software

canaltech.com.br
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