Os donos das telas escondem os filhos delas: o que sua empresa deveria aprender
Segurança

Os donos das telas escondem os filhos delas: o que sua empresa deveria aprender

14 de julho de 2026Márcio Petito2 min de leitura
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Segundo o TecMundo, alguns dos executivos mais poderosos do Vale do Silício, aqueles que construíram plataformas desenhadas para prender nossa atenção, adotam uma postura curiosa dentro de casa: limit...

Márcio Petito

Márcio Petito

CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança

Segundo o TecMundo, alguns dos executivos mais poderosos do Vale do Silício, aqueles que construíram plataformas desenhadas para prender nossa atenção, adotam uma postura curiosa dentro de casa: limitam drasticamente o tempo de tela dos próprios filhos. É o tipo de detalhe que deveria acender um alerta em qualquer pessoa que passa horas rolando o feed sem perceber o relógio girar.

Não é novidade que esses produtos são projetados para serem irresistíveis. O que impressiona é ver quem está por trás dessas engrenagens tomando decisões tão conservadoras em relação aos próprios lares. Bill Gates, por exemplo, contou publicamente que restringia o uso de dispositivos pelos filhos e proibiu celulares até certa idade. Steve Jobs, em uma entrevista já bastante conhecida, admitiu que limitava severamente o acesso dos filhos aos produtos que ele mesmo ajudou a popularizar.

Se quem entende exatamente como o mecanismo funciona escolhe manter distância, talvez valha a pena olharmos para nossa própria relação com essas ferramentas com um pouco mais de honestidade.

O que isso ensina sobre tecnologia no ambiente corporativo

Você pode estar se perguntando o que uma discussão sobre filhos e telas tem a ver com a rotina de uma empresa. A resposta é simples: tudo. A mesma lógica de engajamento compulsivo que sequestra a atenção das crianças também afeta a produtividade dentro dos escritórios. Notificações constantes, aplicativos que interrompem o raciocínio e ferramentas mal configuradas geram um custo silencioso que poucos gestores conseguem medir.

Na prática, o problema raramente é a tecnologia em si, mas a forma como ela é usada. Uma equipe que perde o foco a cada cinco minutos por conta de alertas desnecessários entrega menos, erra mais e sente o cansaço mental se acumular. É o oposto de processos otimizados.

Alguns pontos que costumo destacar quando converso com donos e analistas de TI:

  • Nem toda ferramenta popular é adequada para o seu fluxo de trabalho.
  • Configurar notificações e permissões faz diferença direta na concentração da equipe.
  • Tecnologia bem aplicada resolve problemas, tecnologia mal aplicada cria novos.
  • Medir o uso real das plataformas ajuda a cortar desperdício e reduzir custo.

Escolher com intenção, não por impulso

O comportamento desses CEOs revela algo importante: eles escolhem

Fonte da Matéria

Segundo tecmundo

tecmundo.com.br
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