

Adeus, apps: chega o primeiro celular comandado 100% por IA
Segundo o Canaltech, estamos prestes a conhecer algo que parecia ficção científica há poucos anos: o primeiro smartphone totalmente controlado por um agente de inteligência artificial. O aparelho vem ...
Márcio Petito
CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança
Segundo o Canaltech, estamos prestes a conhecer algo que parecia ficção científica há poucos anos: o primeiro smartphone totalmente controlado por um agente de inteligência artificial. O aparelho vem da Nubia, subsidiária da ZTE, e será apresentado entre os dias 17 e 20 de julho, durante a Conferência Mundial de Inteligência Artificial (WAIC) de 2026, em Xangai. Quem confirmou a novidade foi Ni Fei, vice-presidente sênior da ZTE e presidente da divisão de dispositivos móveis, em uma publicação nas redes sociais.
A promessa é ousada: em vez de um assistente que apenas responde comandos, teríamos um celular no qual a IA assume o protagonismo. Ou seja, ela não seria só um recurso a mais no menu, e sim a espinha dorsal da experiência de uso. Isso muda bastante a forma como pensamos a relação entre pessoa e dispositivo.
O que muda quando a IA vira o sistema, e não um app
Pare um segundo para pensar no seu dia a dia com o celular atual. Você abre aplicativos, navega por menus, digita, toca em botões. A proposta de um aparelho 100% controlado por IA é inverter essa lógica: você diz o que precisa e o agente executa, orquestrando tarefas, apps e configurações sem que você precise navegar por cada tela.
Na prática, isso pode significar coisas como:
- Agendar reuniões e organizar sua agenda a partir de uma conversa natural
- Filtrar mensagens e resumir o que realmente importa
- Automatizar tarefas repetitivas sem depender de configurações manuais
- Antecipar necessidades com base no seu comportamento
É a diferença entre ter uma ferramenta e ter um copiloto. E, convenhamos, isso soa atraente para quem vive correndo contra o relógio.
E a segurança nessa história?
Aqui mora minha preocupação como profissional de tecnologia. Um dispositivo onde a IA tem controle total sobre tudo é também um dispositivo com acesso profundo aos seus dados. Quem processa essas informações? Onde elas ficam armazenadas? Que tipo de decisão o agente toma sem pedir sua autorização explícita?
Para o usuário comum, é conveniência. Para uma empresa, é um ponto de atenção sério. Imagine um colaborador usando um aparelho desses com dados corporativos sensíveis. Sem políticas claras de governança, isso vira uma porta de entrada e tanto para riscos de vazamento e conformidade.
Não est
Mais tags em Transformação Digital
Precisa de ajuda com TI para sua empresa?
Fale com nossos especialistas e receba uma consultoria gratuita.
FALAR AGORA
