Quando a IA devora a memória e o celular barato paga a conta
Segurança

Quando a IA devora a memória e o celular barato paga a conta

8 de julho de 2026Márcio Petito2 min de leitura
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Segundo o Tecnoblog, uma consultoria de mercado acendeu o alerta: a crise das memórias está literalmente matando os celulares mais baratos. A escalada nos preços dos chips DRAM e NAND, aqueles respons...

Márcio Petito

Márcio Petito

CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança

Segundo o Tecnoblog, uma consultoria de mercado acendeu o alerta: a crise das memórias está literalmente matando os celulares mais baratos. A escalada nos preços dos chips DRAM e NAND, aqueles responsáveis pela memória RAM e pelo armazenamento, atingiu em cheio os dispositivos de entrada, justamente aqueles que a maioria da população consegue comprar.

Para quem acompanha o setor, isso não é um detalhe técnico qualquer. É uma mudança estrutural que pode redesenhar o mercado de smartphones nos próximos meses. E, como quase tudo em tecnologia, o que começa lá na fábrica de semicondutores acaba pesando no bolso do consumidor final.

Por que os chips ficaram tão caros

A explicação é mais lógica do que parece. Os grandes fabricantes de memória redirecionaram boa parte da produção para atender à demanda insaciável de data centers e inteligência artificial. Servidores de IA consomem memória em quantidades absurdas, e as fabricantes preferem vender para esse mercado, que paga mais e compra em volume.

O resultado é uma conta simples de oferta e procura. Sobra menos memória para celulares, especialmente os modelos de entrada, e o preço sobe. As marcas tentam cortar custos em outros pontos, mas a margem de manobra é mínima quando o próprio componente essencial encareceu.

No segmento premium, dá para diluir esse aumento. Ninguém que compra um topo de linha vai sentir alguns dólares a mais no custo do chip. Já no celular popular, onde cada centavo importa, o encarecimento simplesmente inviabiliza certos modelos.

O efeito prático para o consumidor

Na prática, algumas coisas devem acontecer com os aparelhos mais acessíveis:

  • Menos memória RAM e armazenamento nas configurações básicas
  • Modelos de entrada saindo de linha mais rápido que o normal
  • Menos opções realmente baratas nas prateleiras
  • Pressão para o consumidor migrar para faixas de preço superiores

É um efeito silencioso, mas concreto. O celular de entrada não vai desaparecer da noite para o dia, só vai ficando cada vez mais raro e menos generoso nas especificações.

O que isso ensina sobre dependência de hardware

Aqui entra uma reflexão que vale tanto para quem compra celular quanto para quem gerencia TI dentro de uma empresa. A crise das memórias mostra como somos reféns de cadeias globais de suprimento que fogem

Fonte da Matéria

Segundo Tecnoblog

tecnoblog.net
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