DeepSeek fabrica próprio chip e ensina uma lição sobre não ficar refém
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DeepSeek fabrica próprio chip e ensina uma lição sobre não ficar refém

7 de julho de 2026Márcio Petito2 min de leitura
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Segundo o Canaltech Software, a DeepSeek, aquela empresa chinesa que sacudiu o mercado de inteligência artificial no começo do ano, decidiu ir além dos modelos de linguagem. A companhia estaria desenv...

Márcio Petito

Márcio Petito

CEO da M3Solutions com mais de 20 anos de experiência em tecnologia e segurança

Segundo o Canaltech Software, a DeepSeek, aquela empresa chinesa que sacudiu o mercado de inteligência artificial no começo do ano, decidiu ir além dos modelos de linguagem. A companhia estaria desenvolvendo o próprio chip de IA, num movimento revelado pela agência Reuters. O objetivo é claro: reduzir a dependência da NVIDIA e da Huawei, que hoje ditam boa parte das regras do jogo no hardware de processamento.

Confesso que essa notícia não me surpreendeu. Ela apenas confirma uma tendência que venho observando há um bom tempo. Grandes players como Amazon, Google, OpenAI e Microsoft já trilharam esse caminho. Todos querem controlar a própria infraestrutura, e faz sentido. Quando você depende de um único fornecedor para algo tão estratégico, fica refém de preços, filas de entrega e restrições geopolíticas.

Por que a verticalização virou obsessão do setor

A lógica por trás desse movimento é a mesma que aplico quando converso com empresários sobre suas operações de TI. Depender de um fornecedor único, seja de chip, software ou serviço, cria um ponto de fragilidade. E ponto de fragilidade, no fim das contas, vira custo escondido.

A DeepSeek começou esse projeto há cerca de um ano e ainda está em estágio inicial. Segundo o portal, a empresa já ampliou a contratação de engenheiros e negocia com parceiros de design de chips, fundições e fabricantes de memória. Ou seja, é uma aposta de longo prazo, não algo que resolve o problema de hoje para amanhã.

O que me chama atenção é a coragem estratégica. Fabricar chip de IA não é tarefa trivial. Envolve:

  • Domínio de design extremamente complexo
  • Acesso a fundições de ponta, cada vez mais disputadas
  • Cadeia de suprimentos de memória e componentes
  • Talento técnico raro e caríssimo no mercado global

Mesmo com todos esses desafios, a empresa entendeu que a autonomia vale o esforço. E é aí que mora a lição.

O que o pequeno e médio empresário tira disso

Você deve estar pensando: "Márcio, o que eu tenho a ver com uma gigante chinesa fabricando chip?" Mais do que imagina. A mesma mentalidade de reduzir dependências se aplica à realidade de qualquer empresa que usa tecnologia para operar.

Na prática, vejo muitos negócios amarrados a soluções que não conseguem trocar, sistemas eng

Fonte da Matéria

Segundo Canaltech Software

canaltech.com.br

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